Neste mês está ocorrendo o Abril Verde, uma campanha nacional de conscientização voltada à prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. O marco principal é o dia 28 de abril, Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, dedicado à memória das vítimas de acidentes ocupacionais. A reportagem da Rádio Caxias conversou sobre o assunto com a chefa da Seção de Segurança e Saúde no Trabalho, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, Bruna Quadros.
Questionada sobre quais medidas de prevenção têm dado resultado real e quais barreiras ainda impedem que saúde e segurança no trabalho sejam prioridade, ela afirmou que o ideal é atuar na origem do problema, e o que dá resultado é organizar melhor o trabalho, ajustar o ritmo, melhorar o ambiente físico, ter máquinas seguras, e ouvir o trabalhador. Um problema apontado é colocar a produtividade acima da segurança.
De acordo com Bruna Quadros, ninguém melhor do que o trabalhador para falar dos riscos relacionados ao trabalho. Ele pode cobrar por segurança através dos canais internos da empresa. O trabalhador, segundo ela, tem respaldo legal para se opor a atividades que apresentem risco grave e iminente de segurança.
A chefa da Seção de Segurança e Saúde no Trabalho, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, explica que o trabalhador não pode ser punido por se opor a essas atividades de risco. Mais do que isso, ele tem o dever de tomar uma atitude adequada.
Bruna Quadros destacou que a principal falácia quando se fala em segurança no trabalho é que basta entregar um EPI para o trabalhador, se o ambiente continua perigoso. Segundo ela, o ideal é, primeiramente, eliminar o risco do ambiente de trabalho.
A chefa da Seção de Segurança e Saúde no Trabalho, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, ainda destacou que a seção tem tentando atuar de forma estratégica, já que o estado recebe muitas denúncias. De acordo com ela, os setores que têm acidentes mais graves são a construção civil, frigoríficos e transporte.
Bruna Quadros afirmou que a seção está buscando ampliar o diálogo social, incluindo sindicatos nas discussões. Ela entende que os sindicatos precisam ser cobrados para que eles usem suas prerrogativas legais, pois possuem muita força para defender os interesses do trabalhador.
