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Projeto sobre redução da jornada de trabalho deve ser votado no primeiro semestre e divide representantes de classe em Caxias do Sul

  • Cristiano Daros
  • 04/04/2026
Imagem: Freepick

As propostas para mudança na jornada de trabalho, atualmente em 44 horas e com escala 6×1, está avançando no Congresso. A expectativa que ela vá ao plenário ainda no primeiro semestre. Aqui em Caxias, os setores patronais e de trabalhadores estão divididos, por mais que a pauta seja considerada inevitável. As dúvidas pairam sobre o momento às vésperas de uma eleição e como se dará o arranjo final. Na reportagem especial desse final de semana, você confere o que pensam os atores econômicos caxienses sobre esse debate.

Depois de quase 40 anos, a jornada de trabalho volta a gerar debate — e, por que não, polêmica. Desde fevereiro do ano passado, quando a deputada federal Érika Hilton (PSOL) protocolou a PEC 8/2025, prevendo 36 horas de trabalho em escala 4×3, a discussão ganhou intensidade e dividiu representantes da sociedade.

De um lado, o setor empresarial afirma que a economia sofrerá um baque significativo, que pode resultar em alto desemprego e aumento da inflação. Por outro, movimentos sindicais apontam para a exaustão do trabalhador e se baseiam em dados do INSS que indicam mais de 540 mil afastamentos, tendo a ansiedade como principal fator de ausência no ambiente de trabalho.

Esse embate não é novo. Já esteve presente na Constituinte de 1988, quando se discutia a redução de 48 para 44 horas semanais, e também na criação da CLT, em 1943. A diferença é que, hoje, a comunicação é instantânea e os dados estão disponíveis com maior rapidez, levando o debate a uma quase convulsão nas redes sociais.

Mas quais são esses dados? Representantes empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontam para um aumento no custo operacional de R$ 267 bilhões por ano, enquanto a Confederação Nacional do Comércio (CNC) prevê impacto de R$ 158 bilhões. Do outro lado, uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Governo Federal, indica um custo similar ao de reajustes históricos do salário mínimo, em torno de 7%. O estudo acrescenta que, na indústria e no comércio, o aumento operacional não ultrapassaria 1%. Já um estudo da Unicamp, denominado dossiê 6×1, defende a criação de novos postos de trabalho e até um aumento de 4% na produtividade brasileira.

Fica evidente que o debate é longo até se alcançar um consenso. É natural que o projeto de Érika Hilton tenha aberto espaço para outras propostas. Uma proposta de emenda à Constituição do senador gaúcho Paulo Paim (PT), de 2015, voltou à pauta do Congresso, prevendo a redução da jornada para 36 horas ao longo de 10 anos. Também gaúcha, a deputada Daiana Santos (PCdoB) apresentou uma proposta mais moderada, com jornada de 40 horas e escala 5×2. No campo da direita, há iniciativas semelhantes. A bancada do PL defende a possibilidade de redução da jornada com diminuição proporcional dos salários, abrindo espaço para negociações por hora. Já Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e Adriana Ventura (Novo-SP) propõem jornadas flexíveis, negociadas diretamente entre trabalhador e empregador, sem um modelo único.

As possibilidades são inúmeras e os reflexos ainda são projeções. Isso tem explicação. A economista Lodonha Maria Portela Coimbra Soares, coordenadora do Observatório do Trabalho da UCS, afirma que mudanças profundas como essas são difíceis de prever com precisão. Apenas a prática pode revelar seus impactos diretos e indiretos.

A economia não é feita apenas de números. Toda produção depende de pessoas e dos meios de transformação. Nesse sentido, considerar que o trabalhador produz menos por estar mais cansado é um argumento válido. Experiências em outros países apontam para aumento da produtividade — algo que, no Brasil, ainda está abaixo dos níveis de países desenvolvidos.

Ainda assim, existe o chamado “custo Brasil”: Impostos ao longo de toda a cadeia produtiva e retornos muitas vezes insuficientes. É um argumento plausível e também levanta preocupação sobre como as empresas reagirão a um possível aumento no quadro de funcionários sem compensações. Lodonha reforça que essa equação não é tão simples quanto “2 + 2 = 4”.

Do ponto de vista econômico, há argumentos consistentes dos dois lados. Na prática, representantes gaúchos e caxienses também estão divididos. A partir daqui, a reportagem apresenta opiniões, preocupações e convicções de quem movimenta a economia em Caxias do Sul e região.

O vice-presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul, Oliver Viezzer, considera o debate necessário e inevitável. No entanto, demonstra preocupação com a forma como ele vem sendo conduzido, de maneira acelerada e, segundo ele, “de cima para baixo”. Viezzer avalia que a discussão deixa de lado temas estruturais, como a baixa produtividade brasileira, os encargos e a competitividade das empresas.

Apesar das posições distintas, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Tacimer Kulmann da Silva, tem preocupações parecidas. Ele é favorável à redução para 40 horas semanais. No entanto, ressalta que a categoria possui regras específicas, como a obrigatoriedade de folga em dois domingos por mês. Ele também demonstra preocupação na forma como o tema será tratado no Congresso.

É consenso que comércio e serviços devem ser os setores mais impactados. Nesse contexto, a divisão entre trabalhadores e empresários se torna ainda mais evidente. Nilvo Riboldi Filho, presidente do sindicato dos comerciários, afirma que 95% dos trabalhadores com quem conversou são favoráveis à redução da jornada. Segundo ele, muitos não acompanharam o crescimento dos filhos devido à rotina de trabalho. Ele defende a adoção da escala 5×2 e uma redução gradual da jornada até 40 horas semanais.

Do outro lado, Rossano Boff afirma que o comércio caxiense não suportaria uma mudança dessa magnitude. O ex-presidente do Sindilojas Caxias acredita que o número de empresas pode diminuir ainda mais, diante da sazonalidade do setor. Para ele, este não é o momento adequado para a discussão.

O setor supermercadista também já projeta aumento de custos com contratações e possível repasse ao consumidor. Lindonor Peruzzo Júnior, presidente da Associação Gaúcha de Supermercados, questiona se o cliente estaria disposto a arcar com esse custo e defende maior liberdade na negociação de jornadas.

A categoria dos metalúrgicos, uma das principais de Caxias do Sul, já adota a escala 5×2 por convenção coletiva. Ainda assim, o presidente do sindicato, Paulinho Andrade, defende a redução para 40 horas semanais sem diminuição salarial e pretende incluir o tema na próxima data-base, em junho.

No Congresso, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende levar os projetos ao plenário até maio. A proposta mais avançada é a da deputada Daiana Santos, que tramita em regime de urgência e está com pedido de vista na Comissão de Trabalho. No Senado, o projeto de Paulo Paim já passou pelas comissões e aguarda inclusão na pauta do plenário.

Seja eleitoreira ou não, a pauta da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1 conta com o apoio de 71% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada em 15 de março. O lobby deve se intensificar nos próximos dias, com a oposição articulando estratégias para travar a votação. Por outro lado, o Governo Federal pode enviar uma proposta própria em regime de urgência, prevendo escala 5×2 e jornada de 40 horas semanais, o que exigiria uma resposta mais rápida do Congresso.

As estratégias estão na mesa. Resta saber quem vencerá essa queda de braço.

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  • caxias do sul
  • escala 6x1
  • escala de trabalho
  • trabalho
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