Quase dois anos após as enchentes históricas de maio de 2024, Muçum ainda convive com marcas profundas da tragédia que devastou o Vale do Taquari.
O prefeito do Município, Mateus Giovanoni Trojan, em entrevista ao Jornal da Caxias, apontou que está sendo necessário transformar a realidade urbana e rural. De acordo com ele, atualmente uma parte da cidade sendo realocada, uma vez que 80% da área urbana foi atingida.
Ele também informou que cinco projetos habitacionais estão em andamento. Um novo loteamento foi entregue no início de fevereiro com 45 unidades habitacionais. Além deste, outro empreendimento tem previsão de entrega até o fim do ano com mais 74 unidades.
O chefe do Executivo explicou que as primeiras famílias contempladas são aquelas que tiveram as residências atingidas. Na sequência, serão atendidos os moradores de áreas de risco.
Ele projetou que ainda devem demorar alguns anos para a conclusão de todo o projeto, mas que a cidade se tornará mais segura, resiliente e preparada para enfrentar outros episódios, se necessário. Acrescentou que as empresas da cidade também estão sendo contempladas em projeto de troca de endereço, visando que permaneçam no município.
O prefeito apontou que cerca de 40 famílias ainda estão sendo atendidas pelo aluguel social e reclamou de entraves burocráticos para liberação de recursos.
Em uma economia que está sendo recuperada, Trojan informou que a população de Muçum está próxima de cinco mil habitantes, próxima da realidade anterior ao episódio climático.
