O ex-ministro e ex-deputado federal, Aldo Rebelo, lançou no último sábado (31), em São Paulo, sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), com um discurso centrado em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), à legislação ambiental e ao que classificou como um “bloqueio institucional” ao desenvolvimento do país. O ato marcou a consolidação de sua guinada política à direita, após quatro décadas de atuação na esquerda, particularmente, no PCdoB. Em entrevista concedida à Rádio Caxias, nesta quinta-feira (5), Rebelo reforçou as críticas às instituições e defendeu a necessidade de pacificação política no Brasil.
Rebelo afirmou que inocentes não precisam de anistia, mas defendeu a medida como instrumento para “pacificar o país” e permitir que o Brasil avance para o futuro, ao mesmo tempo em que apontou que o Brasil vive uma “anomalia institucional”.
O pré-candidato também fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, passou a atuar como um “superpoder” ao interferir em decisões do Executivo e do Legislativo. Para Rebelo, esse cenário gera um “bloqueio institucional” que dificulta investimentos, obras de infraestrutura e projetos estratégicos. Ele também criticou órgãos ambientais e indigenistas, como Ibama e Funai, acusando-os de impor entraves ao desenvolvimento produtivo por meio do licenciamento ambiental e da demarcação de terras indígenas.
O anúncio da pré-candidatura ocorre após pesquisa recente indicar Rebelo na última posição entre os nomes testados, com 0,5% das intenções de voto ou que variam de 1 a 2% da aceitação dos votos. Questionado pela reportagem da Caxias sobre esse baixo desempenho, ele minimizou o resultado, afirmando que está no início da exposição ao eleitorado e que aposta no debate de ideias e na experiência acumulada ao longo da carreira pública.
Aldo Rebelo nasceu em Viçosa (Alagoas), em 23 de fevereiro de 1956, além de político é jornalista, escritor. Foi deputado federal por São Paulo durante cinco mandatos pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), sendo presidente da Câmara entre 2005 e 2007. Foi durante os governos Lula e Dilma Rousseff, ministro da Defesa, da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Esporte e Coordenação Política e Assuntos Institucionais.
Confira aqui na entrevista completa.
