As universidades federais do Rio Grande do Sul, assim como em todo o país, devem enfrentar dificuldades após o corte orçamentário previsto para 2026, com a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) pelo Congresso no dia 19 de dezembro. As instituições gaúchas terão uma redução de R$ 44,1 milhões e deverão lidar com um novo cenário de perdas nas áreas de ensino, extensão e pesquisa, além de impactos em serviços essenciais, como água, energia elétrica, assistência estudantil e serviços terceirizados. Somente a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) deve registrar uma perda de cerca de R$ 14 milhões neste ano, diante de um orçamento de R$ 186 milhões.
Com a implantação do campus da Serra prevista para ocorrer no primeiro semestre de 2026 e com a oficialização dos dois primeiros cursos a serem disponibilizados, Psicologia e Ciência de Dados, cujos projetos pedagógicos foram aprovados na última sexta-feira (9) pelo Conselho Universitário (Consun), os recursos para o campus estão garantidos, apesar dos cortes previstos. Isso porque os valores destinados à implantação em Caxias do Sul são oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Universidades, enquanto os cortes atingem outra fonte orçamentária.
A informação foi detalhada pelo vice-reitor da UFRGS, Pedro Costa, em entrevista à Rádio Caxias. Conforme ele, o fato de os recursos serem provenientes do PAC e terem sido anunciados ainda em 2024 garante a implementação do campus.
Diante dos cortes, Pedro Costa salienta que o momento é de cautela e economia em 2026. Caso a medida seja efetivada após a sanção do presidente da República, os impactos afetarão diretamente a rotina da instituição. Além disso, o vice-reitor ressalta que as universidades estão mobilizadas e pressionam o Ministério da Educação (MEC) para que haja vetos ou alterações nos cortes previstos.
A implementação do Campus Serra deve avançar em mais uma etapa no dia 21 de janeiro, quando a Caixa Econômica Federal deverá finalizar o orçamento para a compra do Edifício Sofia, imóvel localizado na área central de Caxias do Sul. Com a verba de R$ 60 milhões prevista para a instituição na Serra, a expectativa é buscar a ampliação dos recursos ao longo do ano. Há, inclusive, a estimativa de que o ministro da Educação, Camilo Santana, esteja presente na Festa da Uva, em fevereiro, ocasião em que o tema poderá ser tratado.
