A CPI da Energia ouviu nesta quinta-feira (13) o presidente-executivo da RGE, Ricardo Dalan de Vargas, primeira concessionária convocada sob juramento para responder às denúncias de falhas no fornecimento de energia no Rio Grande do Sul. A audiência, conduzida pelo deputado Miguel Rossetto (PT), ocorreu na Assembleia Legislativa.
Entre os principais temas abordados estiveram as cobranças consideradas abusivas na região da Serra, especialmente em Caxias do Sul, onde há mais de mil denúncias e 320 processos no Procon. Vargas se comprometeu a responder diretamente aos consumidores e a manter um canal permanente de diálogo com o órgão de defesa, compromisso que será monitorado pela CPI. Segundo Rossetto, o presidente da RGE apresentou respostas objetivas e assumiu compromissos considerados importantes pela comissão.
Outro ponto central abordado foi a precariedade da rede trifásica no meio rural. A RGE informou que cerca de 50% dos consumidores rurais ainda não têm acesso ao sistema, o que prejudica atividades essenciais como irrigação e agroindústria. Diante do dado, a concessionária assumiu o compromisso de acelerar investimentos para ampliar a infraestrutura no campo.
A CPI também questionou o elevado número de acidentes de trabalho envolvendo equipes da RGE e terceirizadas. Desde 2019, foram registrados mais de 500 acidentes e sete mortes, com média anual de 100 ocorrências. Vargas juramentou que a empresa pretende avançar rumo a uma política de “acidente zero”, com reforço de medidas de segurança.
Os parlamentares afirmam que irão acompanhar o cumprimento de cada promessa feita, especialmente nas áreas de atendimento ao consumidor e segurança dos trabalhadores. A CPI seguirá ouvindo outras concessionárias nos próximos dias. A próxima audiência, com representantes da CEEE Equatorial, está marcada para 24 de novembro, dando sequência às investigações sobre falhas e irregularidades no serviço de energia elétrica prestado no estado.
