A dica de hoje vai para aqueles ouvintes que procuram um filme delicado, honesto e cheio de personalidade. Estamos falando, é claro, de Lady Bird, A Hora de Voar, um daqueles filmes que parecem ser simples na superfície, mas carregam uma profundidade emocional gigante. Dirigido por Greta Gerwig, o Longa marcou sua estreia solo na direção e já mostrou uma voz autoral muito clara, sensível, observadora e extremamente humana.
A história acompanha Christine, uma adolescente que prefere ser chamada de Lady Bird, vivendo o último ano do ensino médio enquanto sonha em sair de sacramento e descobrir o mundo. O filme fala sobre identidade, amadurecimento, pertencimento e principalmente sobre a relação entre mãe e filha, aquele amor cheio de atritos, expectativas e silêncios que muita gente reconhece na própria vida.
Atuação vibrante, espontânea e profundamente verdadeira. Ela constrói uma protagonista cheia de falhas, ambições e inseguranças, tornando Lady Bird alguém real, imperfeita e cativante. Ao lado dela temos Laurie McCuff, uma mulher prática, rígida e ao mesmo tempo vulnerável. A dinâmica entre as duas é o coração do filme, intensa, às vezes dolorida, mas sempre carregada de amor não dito.
O significado de Lady Bird vai muito além de uma história adolescente, é sobre crescer e perceber que, muitas vezes, aquilo de que a gente quer fugir é justamente o que molda quem somos. Greta Gerwig transforma memórias cotidianas em algo universal, mostrando que amadurecer é um processo feito de conflitos, escolhas e reconciliações internas. É um filme pequeno em escala, mas enorme em emoção, daqueles que abraçam o espectador de forma silenciosa.
