A abertura oficial da Colheita da Maçã 2025/2026 ocorreu na última semana, em Vacaria, nos Campos de Cima da Serra, marcando o início de uma safra considerada histórica pela qualidade da fruta. O Rio Grande do Sul responde por cerca de 47% da produção nacional, concentrada principalmente, em Vacaria e Bom Jesus, com destaque também para São Francisco de Paula, Caxias do Sul e Monte Alegre dos Campos. As variedades Gala e Fuji seguem como as mais cultivadas.
Em entrevista ao Jornal da Caxias, o presidente da Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi), Gilberto Marques, avaliou a safra como a melhor dos últimos anos em termos de qualidade, favorecida por condições climáticas adequadas e menor incidência de eventos extremos. A variedade Gala representa, segundo ele,cerca de 63% da produção estadual. Já a Fuji, 30%, e outras variedades somam 7%.
O Rio Grande do Sul divide a liderança nacional com Santa Catarina e também atende ao mercado externo. A expectativa do setor é exportar cerca de 60 mil toneladas, principalmente, para países da Ásia e do Oriente Médio. A cadeia produtiva emprega conforme Marques, cerca de 20 mil trabalhadores durante a colheita, sendo 12 mil na região de Vacaria.
Apesar da alta nos custos de insumos, o setor projeta melhor remuneração ao produtor devido à qualidade da safra. A comercialização ocorre ao longo do ano, com apoio de câmaras frias. Outro assunto abordado durante a entrevista foi o uso de telas antigranizo. Conforme o presidente da Agapomi, a proteção tem avançado para reduzir perdas, embora o seguro agrícola ainda enfrente desafios de acesso a subsídios.
Sobre o futuro, o presidente da Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã projeta um aumento de produtividade nos próximos anos, condicionado ao clima e à ampliação das exportações.
Confira aqui a entrevista completa.
