Ao longo de 2025, 3.254 estudantes da rede municipal de Caxias do Sul tiveram a oportunidade de explorar a própria cidade por meio do “Passaporte Turístico de Caxias do Sul: Cidade da Gente”. A iniciativa da Secretaria Municipal do Turismo e Desenvolvimento Econômico, com apoio da Fundação Marcopolo, do Villagio Caxias e da Câmara de Vereadores, aproximou crianças e jovens do patrimônio histórico, cultural e turístico do município.
O projeto, que começou a ser estruturado ainda em janeiro, contemplou 43 escolas municipais — da educação infantil ao 9º ano — selecionadas em parceria com a Secretaria da Educação. De março a novembro, os estudantes participaram de palestras e vivências sobre o turismo local, culminando em roteiros guiados por pontos históricos, memoriais e espaços culturais.
Segundo a coordenadora do programa, a professora Aline de Oliveira, a proposta busca fortalecer o senso de pertencimento dos alunos, permitindo que vivenciem aquilo que aprenderam em sala de aula.
Durante os passeios, cada escola escolheu dois destinos entre mais de 20 atrativos. As visitas sempre iniciam na Secretaria do Turismo, situada no complexo da Estação Férrea, onde as turmas recebiam o passaporte turístico — um material que reúne sugestões de locais a serem explorados pela cidade. A partir daí, os estudantes seguiam para os pontos escolhidos, acompanhados por guias locais. A cada visita, um carimbo era adicionado ao passaporte, incentivando as crianças a seguirem conhecendo Caxias com as próprias famílias.
Aline destaca que o projeto também democratiza o acesso a espaços culturais, especialmente para estudantes de bairros distantes do centro e da zona rural. Todas as escolas de campo participaram este ano, o que, segundo a coordenadora, possibilitou a muitas crianças conhecerem pela primeira vez a região central da cidade e compreenderem seu pertencimento ao município.
Com avaliação positiva de professores e alunos, o Passaporte turístico deve ter continuidade em 2026. A meta é ampliar o alcance do projeto, contemplando as demais escolas municipais que ficaram de fora nesta primeira etapa e, futuramente, incluindo instituições estaduais e privadas.
