Nesta sexta-feira (28), milhões de trabalhadores com carteira assinada, aposentados e pensionistas recebem a primeira parcela do 13º salário de 2025. O pagamento, que normalmente vence até 30 de novembro, foi antecipado para o último dia útil do mês, já que o prazo cai em um domingo.
A primeira parcela corresponde a 50% do valor bruto do 13º e não sofre descontos de INSS ou Imposto de Renda. No cálculo entram salário-base e adicionais habituais, como horas extras, comissões e adicionais de insalubridade ou periculosidade. Quem trabalhou menos de 12 meses no ano recebe o valor proporcional aos meses trabalhados, considerando como integral qualquer mês em que o vínculo tenha durado 15 dias ou mais.
A segunda parcela deve ser paga até 20 de dezembro, mas como a data cai em um sábado, o depósito será antecipado para sexta-feira, 19 de dezembro. Nesta parcela, são feitos os descontos de INSS e Imposto de Renda, reduzindo o valor líquido recebido.
O economista Rodrigo Villa Real comenta que o 13º salário representa uma injeção importante de renda extra para milhões de brasileiros, mas alerta: “Embora parte desses valores seja destinada ao consumo, especialmente no comércio e serviços neste período de Black Friday e Natal, é prudente que parte do recurso seja usada para reduzir dívidas ou formar uma reserva de emergência. Com o endividamento das famílias acima de 80%, planejar o uso da gratificação pode trazer mais segurança financeira”.
Villa Real também destaca o efeito positivo do 13º na economia. De acordo com ele, “esse dinheiro movimenta fortemente o consumo, seja com presentes, lazer ou serviços, e ajuda a estimular o comércio em um momento estratégico do ano. Mesmo em um cenário econômico desafiador, a expectativa é que grande parte do 13º seja aplicada no consumo, ajudando a aquecer a economia”.
O especialista ainda lembra que o 13º salário deve ser tratado como renda eventual e não incorporado ao orçamento mensal. Isso porque, muitos trabalhadores aproveitam a gratificação para quitar despesas obrigatórias, como IPTU, IPVA e anuidades, ou para investir em aplicações financeiras mais rentáveis do que a poupança, como Letras de Câmbio do governo ou LCIs, que são isentas de impostos.
Com planejamento, a gratificação de fim de ano pode se tornar um benefício de longo prazo, sem comprometer a renda mensal, além de movimentar significativamente o comércio e a economia.
