A COP30 vai precisar acelerar o ritmo das negociações. A decisão foi divulgada em coletiva à imprensa nesta segunda-feira (17) pelo presidente da conferência, André Corrêa do Lago. Ele afirmou que as tratativas serão antecipadas ao máximo para garantir avanços concretos até o fim do encontro em Belém, no Pará.
A Rádio Caxias acompanhou a coletiva. De acordo com o presidente da COP30, o primeiro conjunto de propostas será apresentado já na quarta-feira (19), e o segundo, na sexta-feira (21). Com isso, Corrêa do Lago espera criar um ambiente favorável para decisões mais assertivas, sobretudo nas áreas de financiamento climático, adaptação e mitigação, consideradas as mais urgentes para responder à crise climática global.
A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP) é o principal fórum global de negociação climática, reunindo quase 200 países. A edição de Belém, a primeira realizada na Amazônia, carrega conforme especialistas, o peso simbólico e político de colocar a maior floresta tropical do mundo no centro das decisões internacionais.
Acompanhe, em áudio, parte da coletiva à imprensa e as palavras do presidente da COP30, André Corrêa do Lago.

A coletiva desta segunda-feira contou também com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; e a secretária-executiva da COP30, Ana Toni. Eles reforçaram que a antecipação das negociações busca organizar os temas mais sensíveis e permitir que os ministros cheguem a Belém com avançado grau de consenso.

O programa de estratégia de descarbonização da indústria
Durante a coletiva na tarde desta segunda-feira (17), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin falou sobre o lançamento oficial do Programa de Estratégia de Descarbonização da Indústria, iniciativa que abre uma consulta pública para definir ações de redução de emissões no setor produtivo, um dos mais difíceis de transformar.
O objetivo, segundo Alckmin, é traçar caminhos tecnológicos e regulatórios para acelerar a transição de segmentos como siderurgia, cimento e produtos químicos, setores que concentram parte expressiva das emissões globais.
O vice-presidente também salientou durante a coletiva o andamento das contribuições nacionais apresentadas pelos países. Até esta segunda-feira, 118 nações já haviam submetido suas NDCs, planos climáticos que precisam ser atualizados e ampliados para manter o mundo dentro da meta de 1,5°C. A expectativa da presidência é que o número aumente até o final da conferência.
Geraldo Alckmin destacou ainda que o Brasil vem buscando liderar a transição climática com ações que conciliem crescimento econômico e sustentabilidade. Ele citou investimentos em energia renovável, biocombustíveis e industrialização verde. Já a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva reforçou que o momento exige “esforço concentrado” e cooperação entre os países. Para ela, a COP30 precisa entregar “clareza e ambição” nos caminhos para redução de emissões, proteção das florestas e financiamento climático.
Divisão das temáticas entre países
Segundo a secretária-executiva da COP30, Ana Toni, a estrutura de trabalho foi distribuída, a partir desta segunda-feira entre ministros do Meio Ambiente de diferentes países para agilizar as negociações e equilibrar a participação internacional. Ela destacou que cada dupla será responsável por conduzir negociações específicas:
Adaptação – Alemanha e Gâmbia
Finanças – Reino Unido e Quênia
Mitigação – Egito e Espanha
Transição justa – Polônia e México
Tecnologia – Austrália e Índia
Gênero – Suécia e Chile
Balanço global (GSP) – Noruega e Azerbaijão

O repórter Tales Armiliato acompanha as informações da COP30 direto de Belém (PA). Todas as notícias na Rádio Caxias com o apoio de:
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