A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (5), o apontado como mandante das torturas investigadas no âmbito da Operação Omertà, em Caxias do Sul. O suspeito, um empresário do ramo imobiliário e morador do bairro Panazzolo, estava foragido desde dezembro e foi capturado após uma ação integrada entre a 1ª Delegacia de Polícia e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
De acordo com as investigações, o homem atuava como agiota e determinava a prática de crimes como sequestro, extorsão e tortura, utilizados como forma de cobrança de dívidas ilícitas. A Polícia Civil reuniu um conjunto robusto de provas que indicam que o investigado ordenava diretamente as agressões, algumas delas registradas em vídeos apreendidos durante a apuração.
A prisão ocorreu após os investigadores receberem informações de que o suspeito retornava de uma viagem da cidade de Gramado para Caxias do Sul. Diante disso, foi solicitado apoio da PRF, que realizou a abordagem do veículo e efetuou a prisão.
Com a captura, a 1ª Delegacia de Polícia de Caxias do Sul concluiu um dos inquéritos instaurados no âmbito da Operação Omertà. Além do mandante, foram indiciados o indivíduo que auxiliou no sequestro e na filmagem das agressões — preso em Imbituba, Santa Catarina, no dia 27 de novembro de 2025 — e o executor das torturas, identificado como o homem que aparece nos vídeos, detido no mês de setembro deste ano.
As investigações também apontaram vínculos entre os presos e detentos ligados a uma facção criminosa com atuação na Serra Gaúcha. Conforme apurado, integrantes do grupo teriam sido enviados para executar as torturas após tratativas entre os envolvidos. Em razão da gravidade e complexidade dos fatos, essa possível conexão será apurada em procedimento investigatório específico.
Até o momento, a Operação Omertà já resultou em 14 prisões, representando um avanço significativo no enfrentamento a organizações criminosas que utilizam violência física e psicológica como método de cobrança de dívidas ilegais. As investigações seguem em andamento.
A Polícia Civil orienta que eventuais vítimas procurem uma delegacia para registrar ocorrência. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone (54) 98414-1808, com garantia de sigilo absoluto.
