O PIX, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil (BC), completou cinco anos no domingo (16) e já é usado por 90% da população. Em 2020, apenas 6% dos brasileiros utilizavam o modelo de transferência. Em um ano, o serviço alcançou metade da população. Hoje, o sistema soma mais de 890 milhões de chaves cadastradas, com aproximadamente 170 milhões de pessoas aptas a utilizá-lo
Em 2024, o Pix movimentou cerca de R$ 26 trilhões, valor equivalente a dois PIBs e meio do Brasil. Em entrevista à Rádio Caxias, o economista Mosar Leandro Ness destaca que o Pix marcou a “quarta revolução da moeda” no país, ao diminuir o uso do dinheiro físico e democratizar o sistema financeiro. Segundo ele, a ferramenta reduziu o custo de movimentações, incluiu trabalhadores informais na economia e tornou as transações mais simples, rápidas e confiáveis.
Cinco anos depois do lançamento, o Pix se firma como um dos maiores marcos da digitalização financeira no país. O Banco Central já estuda novas funcionalidades e aperfeiçoamentos, indicando que a evolução do sistema deve continuar acompanhando as transformações tecnológicas e as necessidades da população. O Banco central informou que o Mecanismo Especial de Devolução (MED) entra em vigor de forma facultativa a partir deste domingo (23), e passará a ser obrigatório a partir de 2 de fevereiro de 2026. O BC espera que, com essa medida, aumente a identificação de contas usadas para fraudes e a devolução de recursos, desincentivando fraudes. O compartilhamento dessas informações impedirá ainda o uso dessas contas para novas fraudes.
