No final do ano passado, a Prefeitura de Caxias do Sul entregou a primeira etapa da revitalização da área da Estação Férrea. A segunda fase do projeto prevê uma série de intervenções após essa entrega. Entre as ações estão a instalação de uma fonte luminosa no pátio da Estação Férrea, a construção de uma escadaria com acesso pela Rua Marechal Floriano e o reforço na arborização do espaço, ponto que tem sido alvo de críticas da população. Segundo o secretário adjunto de Planejamento e Parcerias Estratégicas, Antônio Feldmann, a fonte luminosa deve chegar a Caxias do Sul até o final do mês de abril.
A terceira fase da revitalização contempla outras duas intervenções, o restauro da locomotiva histórica e a construção da cobertura da Praça das Feiras. A reportagem da Rádio Caxias entrou em contato com Feldmann para atualizar a situação das obras dessa etapa. A estrutura metálica deve abranger a maior parte do trecho da Praça das Feiras, entre a Avenida Rio Branco e a Rua Feijó Júnior.
De acordo com o secretário adjunto, o município aguarda a autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que a área pertence ao governo federal e está apenas cedida à prefeitura.
Sobre a situação do espaço, Feldmann afirmou que a prefeitura já assinou o pedido para obter o repasse definitivo da área da Estação Férrea, localizada no bairro São Pelegrino. O documento foi encaminhado ao governo federal por meio da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
Questionado também sobre o restauro da locomotiva, o secretário adjunto afirmou que diferentes secretarias da prefeitura estão trabalhando na busca por parceiros que possam viabilizar recursos para o restauro da locomotiva de 1921, que está instalada no Largo da Estação Férrea.
O orçamento estimado para a cobertura da Praça das Feiras é de R$ 2,5 milhões. Duas emendas parlamentares já garantem parte dos recursos, sendo R$ 1,1 milhão destinados pela deputada Denise Pessôa (PT) e R$ 477 mil pelo deputado Danrlei de Deus (PSD). Caso não haja novas emendas para cobrir o valor restante, o município deverá complementar com recursos próprios. Após as manifestações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) e do Iphan, ainda será necessária a aprovação da Caixa Econômica Federal para a liberação das verbas provenientes das emendas.
