Em 2025, o fluxo de passageiros no Aeroporto Regional Hugo Cantergiani, de Caxias do Sul, retornou aos níveis normais em comparação a 2024, que teve um aumento histórico significativo devido ao fechamento do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, por conta das enchentes de maio.
No ano de 2025 houve uma redução de 33% no número de passageiros transportados, uma queda que era esperada pela Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM). Esse fenômeno foi provocado pela inoperância do Salgado Filho, que levou centenas de voos regulares, humanitários e emergenciais a serem redirecionados para o terminal de Caxias do Sul.
Por outro lado, ao comparar 2025 com 2023, notou-se um crescimento de 3%, correspondente a 9.628 passageiros a mais em relação ao mesmo período de dois anos atrás.
O gestor do Aeroporto Regional Hugo Cantergiani, Cleberson Babetzki, avalia os números.
Quanto às operações de pousos e decolagens, observaram-se quedas de 46% em 2025 em relação a 2024. A SMTTM atribui essa diminuição ao volume excepcional registrado no ano anterior, quando o aeroporto atuou como suporte logístico durante as enchentes e o fechamento de Porto Alegre.
Em comparação a 2023, houve uma redução de 13% nos movimentos aéreos, resultado principalmente de restrições temporárias de operação devido a obras de recuperação do pavimento da pista.
O funcionamento do aeroporto em 2025 foi, em grande parte, afetado pela recuperação da pista de pouso e decolagem, que ocorreu entre 27 de janeiro e 15 de abril. Durante esse período, o aeroporto operou com restrições de horário, permanecendo fechado das 19h às 11h do dia seguinte.
Enquanto em 2024 o aeroporto funcionou normalmente cerca de 90% do tempo durante o dia (das 6h às 19h), com apenas 10% de períodos de fechamento, em 2025 essa taxa de indisponibilidade subiu para 20%.
Os dados refletem que, apesar da diminuição pontual dos índices em 2025 em relação a 2024, a movimentação aérea e de passageiros continua dentro da normalidade operacional após os eventos climáticos e a readequação da malha aérea regional.
