O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prorrogou, até 27 de fevereiro, o prazo de coleta da Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS). O estudo busca mapear, com dados detalhados, os efeitos do desastre climático que atingiu o Estado entre abril e maio daquele ano.
A pesquisa envolve cerca de 34 mil domicílios em 133 municípios gaúchos que decretaram situação de emergência ou calamidade pública, entre eles Caxias do Sul. Os endereços foram definidos a partir do levantamento do Censo Demográfico e os moradores selecionados foram avisados previamente por correspondência.
A coleta ocorre principalmente por telefone, a partir da central do instituto no Rio de Janeiro, pelo número (21) 2142-0123. Em situações específicas, servidores do IBGE no Estado podem ir até os domicílios sorteados para auxiliar no contato com o Centro de Entrevistas Telefônicas. Podem responder pessoas com 14 anos ou mais que estavam na residência no período das enchentes. O instituto reforça que o sigilo das informações é garantido por lei.
Em entrevista para a Rádio Caxias, o superintendente estadual do IBGE, Luis Eduardo Azevedo Puchalski, explicou que a prorrogação foi necessária diante da baixa taxa de resposta, influenciada principalmente pelo modelo de entrevistas telefônicas. Ele destaca que o estudo começou a ser estruturado, logo após o evento extremo, com foco nos municípios mais atingidos.
Conforme Puchalski, os primeiros resultados devem ser divulgados no primeiro semestre de 2026, com expectativa de publicação até junho. Segundo o IBGE, os dados servirão de base para avaliar a efetividade das ações adotadas após as enchentes e orientar políticas de prevenção a novos desastres.
O levantamento integra a força-tarefa do Governo Federal do Brasil voltada à reconstrução do Estado e aborda temas como danos às moradias, impactos na saúde, educação, trabalho, renda, qualidade de vida e acesso a auxílios públicos. Também analisa a atuação de voluntários durante a tragédia, considerada relevante nas operações de resgate.
