Uma sessão tensa e com movimentação nos bastidores, assim foi marcada a votação do veto ao reajuste do auxílio- alimentação dos servidores municipais na Câmara de Vereadores nesta quinta-feira (19). A análise ocorreu em meio à intensa movimentação política na cidade, que recebeu importantes autoridades na mesma data de abertura da 35ª Festa Nacional da Uva. Por 21 votos unânimes, o veto foi mantido.
Após ter sido aprovado pelos parlamentares no início do ano, o aumento foi vetado pelo prefeito Adiló Didomenico (PSD). Atualmente, o vale-alimentação dos servidores do Legislativo é de R$ 949,52 mensais. O projeto de lei aprovado pela Casa aumentaria o benefício para R$ 1.899,13. Soma-se ao valor, o reajuste inflacionário medido pelo IPCA e estimado em cerca de 4,26%, o que totalizaria um auxílio no valor de aproximadamente R$ 1.979,89.
Contudo, um acordo entre a Prefeitura e o Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv) na Campanha Salarial do ano passado, estipulou que o auxílio dos servidores do Município, hoje em R$ 867,46, seria igualado com o Legislativo. Com isso, o impacto do Município seria de R$ 81 milhões na administração direta e indireta. O chefe do Executivo alegou falta de recursos para pagar a conta.
Diversos vereadores criticaram a ação do prefeito, a qual definiram como política e populista. Contudo, eles adiantaram que votariam a favor da manutenção. Hiago Morandi (PL) apontou que a Câmara deveria ter pensado melhor sobre o valor, conforme manifestação da comunidade. Por outro lado, disse que Adiló jogou a população contra os servidores.
A Câmara de Caxias do Sul conta com 32 servidores efetivos e 124 Cargos em Comissão (CCs). Já a Prefeitura tem cerca de 7,3 mil servidores e 230 CCs. Contudo, os cargos em Comissão da Administração não recebem o auxílio.
Na mesma sessão, outros vetos foram apreciados pelos parlamentares. Entre eles, o projeto que autorizava o Executivo a transferir imóvel para a Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca). A proposta de autoria do próprio Executivo, foi vetada pelo prefeito após uma reavaliação da administração. Por 13 votos favoráveis e 8 contrários, o veto foi mantido.
Da mesma forma, o projeto de autoria da Andressa Mallmann, que visava incluir o Médico-Veterinário da Família na Equipe Multiprofissional na Atenção Primária à Saúde teve o veto mantido. Apesar de ter 11 votos contrários a manutenção e 8 favoráveis, era necessário a maioria absoluta.
