Relatos de atrasos na entrega de combustíveis e aumento no preço do diesel têm gerado preocupação entre revendedores e produtores agrícolas do sul do Brasil. Proprietários de postos afirmam que pedidos às distribuidoras estão demorando mais que o normal, e que a distribuição ocorre de forma irregular no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Em entrevista à Rádio Caxias, o diretor-executivo da Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (ANDC), Francisco Neves, afirmou que o cenário está ligado aos impactos da guerra no Oriente Médio no mercado internacional de petróleo. Segundo ele, o conflito afetou a logística global do combustível, especialmente na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte marítimo da commodity.
Apesar da instabilidade, Neves afirma que não há risco de desabastecimento no país, mas sim uma pressão momentânea na cadeia de distribuição. Ele alerta que a corrida por estoques pode agravar a situação.
O diretor destacou ainda que o Brasil possui estrutura de produção, refino e logística capaz de garantir o abastecimento, e que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) monitora os estoques em todo o país. A orientação do setor, conforme Neves, é que os consumidores e as empresas mantenham comportamento racional diante do cenário, evitando compras acima do volume habitual. Pois, “não há risco de desabastecimento no Brasil, mas sim uma tensão na oferta”.
