A diretora-administrativa da Secretaria de Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul e ex-vereadora de Nova Prata por dois mandatos, Roseli Vanda Pires Albuquerque, de 47 anos, foi assassinada na madrugada de sábado (21). Conforme as investigações, o caso é tratado como feminicídio pela Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Nova Prata. O principal suspeito é o ex-marido da vítima, com quem ela foi casada por 28 anos. O homem também foi encontrado morto no apartamento onde Roseli morava.
Segundo informações preliminares, o casal passava por um processo de separação. Não havia registros recentes de Medidas Protetivas de Urgência (MPUs), constando apenas um boletim de ocorrência em 2017. Após a mãe de Roseli receber mensagens da filha momentos antes do crime, a Brigada Militar foi acionada e se dirigiu ao endereço, onde encontrou os dois sem vida. O óbito foi confirmado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A ex-vereadora foi candidata a vice-prefeita pelo Partido Social Democrático (PSD) nas eleições de 2024, na chapa encabeçada por Volnei Minozzo (União). Em 2022, concorreu ao cargo de deputada estadual e ficou como suplente. A servidora era reconhecida pela dedicação a pautas sociais e deixa um filho de 26 anos.
O governador Eduardo Leite (PSD) manifestou-se nas redes sociais no sábado (21) e lamentou a morte da servidora, destacando a atuação em políticas voltadas às mulheres e às pessoas com deficiência. Leite defendeu a participação direta de todos os Poderes no enfrentamento desse tipo de violência, que deve ser tratado como prioridade coletiva e considerada uma “patologia social”. O governador também ressaltou medidas estabelecidas pelo Estado para a proteção das mulheres, que, segundo ele, precisam ser ampliadas.
O mês de fevereiro já registra seis casos de feminicídio no Rio Grande do Sul, além de 11 ocorrências contabilizadas em janeiro.
