A chegada do outono e a proximidade do inverno levam muitas pessoas a organizarem os guarda-roupas, retirando peças que não servem mais. No entanto, parte dessas roupas, que ainda poderiam ser reutilizadas ou doadas, acaba sendo descartada de forma incorreta, indo parar nas triagens de cooperativas e até no aterro sanitário de Caxias do Sul. Conforme dados recentes divulgados pela Cooperativa Paz e Bem, das cerca de 60 toneladas de resíduos recebidas diariamente, aproximadamente duas toneladas são compostas por roupas e calçados.
Muitas dessas peças acabam misturadas com lixo orgânico e água, ficando contaminadas e impossibilitadas de reutilização. O presidente da Fundação Caxias, Euclides Sirena, alerta para o descarte inadequado e destaca que a entidade não atende apenas famílias de Caxias do Sul, mas também de municípios vizinhos, onde frequentemente há solicitação por roupas.
Sirena ressalta que peças em bom estado podem ser entregues diretamente na Fundação, em vez de serem descartadas em contêineres. Ele também lembra que, em casos de grandes volumes, a entidade realiza a coleta nas residências, mediante agendamento. Além disso, todos os tipos de roupas podem ser doados, já que a Fundação conta com um espaço para costuras e reformas, possibilitando o reaproveitamento.
Roupas que realmente não tenham mais condições de uso devem ser descartadas no lixo orgânico. Além da Fundação Caxias, outras entidades também recebem doações, como a Cooperativa Paz e Bem, o Recanto da Compaixão, o Lar da Velhice São Francisco de Assis e a Igreja Episcopal Anglicana.
A próxima edição da Campanha do Agasalho deve ser lançada oficialmente em maio. Em 2025, a campanha teve duração de 44 dias, com a distribuição de 267.120 peças para cerca de 135 entidades cadastradas. A população que desejar contribuir pode entrar em contato pelo telefone (54) 3223-0528 ou levar as doações diretamente à sede da Fundação, localizada na Rua Garibaldi, nº 248.
