A presença das mulheres no mercado de trabalho é considerada, por muitos, fundamental para a promoção da igualdade de gênero e a redução da pobreza familiar. Desde o século passado, as mulheres vêm conquistando novas funções remuneradas, triplicando a proporção de mulheres ocupadas em muitos países de renda elevada.
No entanto, mesmo em nações com avanços significativos nos direitos das mulheres, observa-se diferenças significativas. A igualdade de gênero no mercado de trabalho continua sendo um desafio a ser superado. Por conta disso, a reportagem da Caxias conversou com mulheres líderes empresariais e sindicais sobre o tema.
De acordo com a coordenadora da Diretoria das Empresárias da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul, Beatriz Caregnato, a questão da igualdade de gênero dentro do mercado de trabalho está em ascensão, mas ainda existem diferenças importantes. Beatriz crê que são necessárias políticas públicas para promover essa igualdade.
Uma dessas políticas, na visão de Beatriz, poderia ser um trabalho nas escolas para conscientizar as crianças e adolescentes sobre a igualdade de gênero no mercado de trabalho. Ela reforça a questão da ascensão das mulheres dentro do serviço público e das empresas privadas.
Conforme a gerente executiva e coordenadora de Comunicação do Sindilojas Caxias, Lisandra De Bona, atualmente existe uma fatia de mercado e espaço para todos, inclusive as mulheres.
Lisandra explica que, embora ainda existam alguns desafios para as mulheres no mercado de trabalho, há características femininas que são positivas e dão uma perspectiva diferente nos cargos de liderança.
A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul (SINDISERV), Silvana Piroli, concorda que houve um avanço na questão da igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, mas que é necessário avançar ainda mais.
Silvana Piroli afirma que ainda existem desafios e estigmas que, muitas vezes, impedem mulheres de ocupar certos cargos. Na opinião dela, o que deve mudar é o pensamento cultural.
Apesar das diferenças, a presença feminina no mercado de trabalho no Brasil alcançou um marco histórico no segundo trimestre de 2024, conforme dados divulgados no mês de agosto daquele ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O nível de ocupação das mulheres, que mede o percentual de profissionais com 14 anos ou mais inseridas no mercado de trabalho, chegou a 48,1%.
