A doença celíaca é uma condição autoimune crônica, hereditária, caracterizada pela intolerância permanente ao glúten (proteína do trigo, cevada, centeio e aveia). Mas, na prática quem convive com a doença, além de enfrentar problemas como inchaço, diarreia e prisão de ventre, ainda precisa conviver com o julgamento social.
Em entrevista à Rádio Caxias, o sócio proprietário da Brigitte, Gustavo Grisa, relatou como é viver com a condição. Em 2020, Gustavo foi diagnosticado com doença celíaca, condição ainda pouco conhecida por grande parte da população. A partir do diagnóstico e da necessidade de uma alimentação adequada, surgiu a ideia de empreender no próprio negócio, dando origem à Brigitte, voltada a atender pessoas com restrições alimentares.
Atualmente, a Brigitte concentra seu atendimento principalmente em Caxias do Sul e Bento Gonçalves, regiões que apresentam maior demanda. No entanto, há planos de expansão para municípios como Flores da Cunha e, futuramente, para outras localidades, incluindo a Região Metropolitana do Rio Grande do Sul. Atualmente, a Brigitte se destaca como a única empresa de Caxias do Sul com foco exclusivo no atendimento a pessoas que convivem diariamente com a doença celíaca, oferecendo produtos e soluções voltadas especificamente a esse público.
Grisa destaca que conviver com essa doença nos dias atuais é bastante desafiador, uma vez que, além de os alimentos adequados não serem acessíveis financeiramente, muitas vezes, também são difíceis de encontrar. Ele ressalta ainda que um dos maiores problemas enfrentados por quem convive com a doença é o risco de contaminação cruzada, especialmente em restaurantes, lancherias e outros estabelecimentos alimentícios.
A contaminação representa um grande desafio para quem convive com a doença, mesmo quando o alimento não é preparado no próprio estabelecimento, o risco de contaminação cruzada permanece elevado, tornando a alimentação fora de casa uma situação delicada e preocupante.
Gustavo relata que enfrenta muitas dificuldades em razão da falta de compreensão de outras pessoas, que frequentemente encaram a doença como algo sem importância ou a tratam de forma equivocada, como se fosse apenas uma frescura, o que acaba agravando ainda mais os desafios do dia a dia. Ele finaliza alertando que, sem os devidos cuidados e acompanhamento adequado, a doença pode evoluir para quadros graves, podendo, inclusive, levar à morte.
