O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Eugênio Zanetti, foi o entrevistado do Jornal da Caxias desta quinta-feira (11). Na oportunidade, ele falou sobre a visita à capital federal, essa semana, para tratar do endividamento de produtores rurais do Estado. A agenda foi liderada pelo governador Eduardo Leite e reuniu representantes do governo gaúcho e lideranças do setor agrícola.
Segundo Zanetti, entre os principais temas discutidos esteve a tramitação do Projeto de Lei 5122, que propõe alternativas para a renegociação das dívidas acumuladas por agricultores afetados por sucessivas crises climáticas. A proposta prevê, conforme ele, o alongamento dos débitos por até dez anos, com três anos de carência, podendo chegar a 15 anos em casos considerados mais graves.
Durante a agenda na capital federal, Zanetti disse que a comitiva também se reuniu com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para discutir medidas de apoio ao setor. Um dos pontos levantados foi a necessidade de ampliar e modernizar as políticas de seguro rural. De acordo com Zanetti, atualmente, apenas cerca de 10% da área agrícola do Rio Grande do Sul conta com algum tipo de cobertura, o que aumenta a vulnerabilidade dos produtores diante de perdas provocadas por eventos climáticos.
Outro compromisso na capital federal foi com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com o objetivo de acelerar a votação do projeto de Lei 5122, que busca criar alternativas para a renegociação e solução do passivo acumulado por produtores rurais afetados por sucessivas crises climáticas. O projeto de Lei está em tramitação há cerca de seis meses no Senado. De acordo com Zanetti, Alcolumbre se comprometeu a convocar uma reunião com líderes partidários para buscar consenso e viabilizar a inclusão da proposta na pauta.
Além da pauta do endividamento rural, a comitiva também tratou de temas ligados aos custos de produção no campo, entre eles a preocupação com possíveis impactos no preço do diesel diante de tensões internacionais.
Para Zanetti, o avanço de medidas estruturais é fundamental para garantir condições de permanência dos agricultores no campo e assegurar a continuidade da produção de alimentos no Estado.
Confira aqui a entrevista completa.
