Dados da Secretaria do Tesouro Nacional informam que os gastos administrativos da máquina pública atingiram o maior valor em nove anos em 2025, somando R$ 72,7 bilhões. A série histórica teve início em 2011.
O economista Mosar Leandro Ness concedeu entrevista ao Jornal da Caxias sobre o assunto. Ele apontou que o país não aprendeu com o passado e está repetindo os mesmos erros, gastando além da capacidade de investimentos. Completou que os gastos se somam a cada ano e resultam em uma dívida pública de mais de R$ 10 trilhões.
Mosar comentou que os gastos administrativos elevados tiram a capacidade do governo de tomar decisões para investimentos em áreas prioritárias. Lembrou que a Constituição Federal compromete 92% da arrecadação em gastos já carimbados, enquanto apenas o restante pode ser utilizado como gastos livres.
O especialista afirmou que o governo, assim como famílias e empresas, precisa controlar as despesas, sem achar que os recursos são ilimitados.
De acordo com ele, o preço pago acaba sendo um baixo crescimento e o perigo da economia entrar na chamada dominância fiscal.
Ness projetou que o próximo presidente do país terá que tomar medidas amargas diante da chegada do limite da capacidade de endividamento. Reforçou que independente do governo, será um ano difícil para governar o país. Cortes em programas sociais e alta taxa de inflação estão no radar.
Por fim, o economista também apontou a necessidade de uma nova Reforma Previdenciária e mudança na política de valorização do salário mínimo, que segundo ele, precisaria ser revista, pois também estimula o aumento das despesas.
