Celebrado nesta quinta-feira (13), o Dia Mundial da Gentileza foi criado em 1996, em Tóquio, no Japão, com o objetivo de destacar o impacto dos pequenos gestos de bondade no cotidiano. A data propõe uma reflexão sobre como atitudes simples — como agradecer, ouvir com atenção ou oferecer ajuda — podem melhorar não apenas o dia de quem recebe, mas também a saúde mental de quem pratica.
Em entrevista à Rádio Caxias, a psicóloga Sabrina Ruggieri destacou que a gentileza é um comportamento que beneficia todas as partes envolvidas.
“Ser gentil é um gesto que retorna não só para o outro, mas também para nós mesmos. É uma forma de lidar com as próprias fragilidades de maneira mais compassiva”, afirmou.
Segundo a psicóloga, a gentileza é uma capacidade humana inata, mas que precisa ser estimulada e cultivada.
“Todos nascem com potencial para serem gentis, mas é preciso desenvolver esse comportamento no ambiente em que vivemos. O exemplo é o maior incentivo”, observou.
Sabrina também chamou atenção para os efeitos da hiperconexão e do uso excessivo das redes sociais, que, segundo ela, reduzem a empatia e afastam as pessoas da convivência real.
“Vivemos em uma época em que produtividade e urgência ocupam o espaço do afeto. Para sermos gentis, precisamos desacelerar, levantar o olhar do celular e perceber o que acontece ao nosso redor”, destacou.
No ambiente virtual, a especialista reforça que o mesmo princípio se aplica. “Gentileza nas redes é pensar antes de reagir, evitar compartilhar conteúdos que humilhem ou desinformem e usar a palavra para somar, não para atacar”, pontuou.
A psicóloga também defende que o incentivo à gentileza deve começar na infância. “Crianças que convivem em ambientes com respeito, escuta e cooperação aprendem esses comportamentos como algo natural. O adulto precisa ser esse modelo”, afirmou.
Para Sabrina, a data deve ser vista como um convite à prática diária da empatia.
“É nas atitudes simples que está o poder transformador. Que o Dia Mundial da Gentileza sirva de lembrete para fazermos disso um hábito e não apenas uma celebração anual”, concluiu.
Confira aqui a entrevista completa.
