A demissão voluntária foi o principal tipo de desligamento no mercado de trabalho formal do Rio Grande do Sul em 2025. Dados do Caged, compilados pela FGTAS, mostram que 41% dos 1.573.789 desligamentos ocorreram a pedido do trabalhador. As demissões sem justa causa representaram 38,1%, seguidas pelo término de contrato (17,9%), justa causa (1,8%) e acordos (1%).
Entre os desligados, 54,4% eram homens e 45,5% mulheres. A maior concentração foi entre jovens de 18 a 24 anos (25,5%) e trabalhadores de 30 a 39 anos (25,4%). Mais da metade tinha Ensino Médio completo (53,6%), enquanto 8,3% possuíam Ensino Superior.
Para o diretor-presidente da FGTAS, José Scorsatto, o aumento das demissões a pedido reflete um novo momento do mercado de trabalho e serve de alerta para as empresas.
As demissões voluntárias cresceram 6% em relação a 2024 e somaram 638.154 casos no ano. Segundo a FGTAS, o avanço pode indicar maior poder de negociação dos trabalhadores, especialmente entre mulheres, jovens e pessoas com maior escolaridade, com destaque para os setores de serviços (38%) e comércio (29%).
