A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, reforçou nos últimos dias o compromisso do atual governo federal com a responsabilidade fiscal e o equilíbrio entre crescimento da economia e o controle da inflação. Na oportunidade, ela afirmou que nos três anos de governo até aqui, o Poder Executivo tentou muitas vezes avançar em alguns pontos de controle de gastos, mas teve dificuldades de concluir essas reformas devido ao poder de lobbies. Ela reconhece que no quesito das reformas fiscais, as iniciativas estão andando mais lentamente do que se precisava. Mas, segundo Tebet, nesse quesito, é importante compartilhar as responsabilidades. Na opinião dela, “o Poder Executivo tentou. Muitas vezes apareceram lobbies que impediram o Executivo e outros poderes de que pudéssemos avançar mais”.
Falando com a reportagem da Rádio Caxias, em Belém (PA), durante a COP30, a ministra recordou que de 2022 para cá, não lembra do Brasil ter crescido quatro anos consecutivos mais de 1,5% – em cada ano – e se não bastasse, ainda a possibilidade de crescer, em 2026, possivelmente, mais de 2%.
A ministra também argumentou que a COP30, em Belém no Pará, apresentou resultados positivos. Salientou que a conferência foi um sucesso. Agora, segundo ela, o que interessa é saber quais serão os resultados para as nações e o mundo.
A ministra do Planejamento e Orçamento mencionou também que não haverá novos gastos públicos por parte do governo federal em 2026. Ela acrescentou que, a despeito desse compromisso, será preciso, também, avançar na agenda de corte de gastos, principalmente os benefícios tributários.
O repórter Tales Armiliato acompanhou de 15 a 22 de novembro, direto de Belém (PA), a COP30.
