Os fenômenos climáticos extremos tornaram-se cada vez mais corriqueiros e eventos recentes reforçam o caráter urgente dessa crise. No Rio Grande do Sul, por exemplo, as chuvas torrenciais de maio de 2024 desencadearam o pior desastre natural da história do estado: 478 dos 497 municípios foram afetados, gerando inundações, enxurradas e mais de 15 mil deslizamentos de terra. Segundo relatório técnico, cerca de 200 pessoas perderam a vida, milhares ficaram feridas, desabrigadas ou desalojadas, e os impactos econômicos e sociais se estenderam por meses.
Conforme os presentes em Belém, no Pará, esse cenário dramático não pode ficar restrito às manchetes e por isso, a COP30, entra na sua segunda semana de debates e discussões como foro essencial para exigir compromissos mais ousados dos países poluidores, por vezes os mais ricos. De acordo com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes, é imperativo que a conferência promova metas mais ambiciosas de redução de emissões de gases, amplie os mecanismos de financiamento climático para adaptação nas regiões vulneráveis e pressione governos historicamente responsáveis pela maior parte da poluição global a internalizar os custos da crise. Conforme ele, somente com responsabilidade compartilhada, mas proporcional ao impacto, será possível mitigar novos desastres.
Conforme o ministro, no âmbito nacional, o estado gaúcho dá mostras de resiliência, mas a reconstrução é também lenta e o governo federal tem dado suporte, principalmente em relação às dívidas no campo no Rio Grande do Sul em virtude das chuvas e mesmo da seca.
Durante a primeira semana da COP30, foi lançado pelo ministério o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDC). A iniciativa corresponde ao cumprimento da lei de 2011, que estabeleceu a política pública de proteção e defesa civil. A iniciativa visa minimizar os riscos nas situações adversas que o país tem passado em eventos extremos de seca e enchentes.
Supervisionado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) do MIDR, o PNPDC o plano, conforme o governo federal, é um instrumento com diretrizes, estratégias e metas para um gerenciamento integrado e coordenado entre União, estados, Distrito Federal e municípios.
Acompanhe, em áudio, a participação do repórter Tales Armiliato no Jornal da Caxias desta segunda-feira (17), direto do MídiaCenter da COP30, em Belém (PA).
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