O ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, teve o nome oficializado como pré-candidato ao Senado pelo MDB, em aliança com o PSD. A definição ocorreu após reunião interna do partido e marca o início de uma nova etapa política para o ex-governador e ex-deputado, que volta ao cenário eleitoral após anos sem mandato.
Conforme Rigotto, a formalização da pré-candidatura foi necessária diante do avanço de outros nomes na disputa e da indefinição sobre possíveis ampliações da coligação. Ele destacou que a decisão também representa um compromisso de dar continuidade à tradição do MDB no Senado, citando lideranças como Pedro Simon, Paulo Brossard e José Fogaça.

Com uma trajetória que começou como vereador em Caxias do Sul, Rigotto relembrou sua atuação como deputado estadual, deputado federal e governador, além de passagens como líder partidário e do governo no Congresso Nacional.
Mesmo afastado de cargos eletivos nos últimos anos, o ex-governador afirma que permaneceu ativo no debate público. Atualmente, integra conselhos consultivos de entidades estaduais e nacionais, incluindo grupos ligados à indústria e ao comércio. Segundo ele, essa atuação contribuiu para manter sua participação nas discussões sobre reformas estruturais e fortalecimento das instituições.
Ao projetar o cenário eleitoral, Rigotto avaliou que a disputa no Rio Grande do Sul já começa a se desenhar com a formação de chapas competitivas. Ele citou a composição liderada pelo atual vice-governador Gabriel Souza, com apoio de nomes como Hernani Polo – recém filiado ao PSD -, que deve concorrer à vice na chapa, e afirmou que, apesar das pesquisas iniciais, o cenário ainda está em aberto.
Após deixar o governo do estado, Rigotto esteve afastado dos cargos políticos. Em 2014, até postulou uma candidatura a senador, mas foi preterido por Beto Albuquerque (PSB). Já em 2018, concorreu a vice-presidente na chapa de Henrique Meirelles (MDB), terminando em sétimo lugar na disputa.
