O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) formalizaram, nesta quinta-feira (26), a adesão ao Projeto Cidades Brasileiras pelo Clima. O município de Caxias do Sul foi selecionado para participar da fase de calibração de uma plataforma nacional que será responsável por medir a emissão de gases de efeito estufa nas cidades brasileiras e, posteriormente, auxiliar na elaboração de planos de ação climática. Na etapa, o município passa a integrar um grupo pioneiro que contribuirá para validar o modelo que será aplicado em todo o país.
A iniciativa também permitirá a elaboração do primeiro inventário completo de emissões de gases de efeito estufa (GEE) do município. O levantamento classifica as emissões em três categorias: diretas, como o uso de combustíveis em veículos e equipamentos; indiretas, relacionadas ao consumo de energia; e indiretas da cadeia de valor, que incluem transporte, resíduos e deslocamentos.
O diretor-presidente do Samae, João Uez, destaca que a participação no projeto deve contribuir para melhorar a eficiência energética, reduzir custos operacionais e garantir o cumprimento da legislação ambiental. Segundo ele, a inclusão do município na iniciativa também o posiciona como referência nacional, por estar entre os primeiros a estruturar esse tipo de política com base em dados locais.
Conforme o secretário municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade em exercício, Ramon Sirtoli, o município trabalha atualmente na elaboração do Plano Municipal de Ação Climática, de forma que o inventário será fundamental para nortear as ações. Ele explica que o plano integra diversas secretarias e que a análise da participação nas emissões de gases é fundamental para todo o processo, incluindo a gestão de efluentes.
Atualmente, Caxias do Sul é responsável pela emissão de cerca de 14 toneladas de dióxido de carbono por ano. Em 2024, a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), instituído por lei, passou a exigir a medição e o reporte das emissões tanto por organizações públicas quanto privadas. O projeto é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, em parceria com a Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma) e a startup brasileira de tecnologia Deep ESG.
