Morreu nesta sexta-feira (26) aos 85 anos o ex-ministro da Educação Carlos Alberto Chiarelli. O político estava internado na UTI da Beneficência Portuguesa em Pelotas desde o dia 18 de dezembro. As causas da morte não foram divulgadas. Político e educador e natural de Pelotas, Chiarelli construiu uma trajetória marcada pelo serviço público, pela defesa das instituições democráticas e pela valorização da educação como instrumento de desenvolvimento do país.
Chiarelli foi secretário do Trabalho do Rio Grande do Sul no governo de Sinval Guazzelli, deputado federal entre 1979 e 1983 e senador entre 1983 e 1991, com passagens por Arena, PDS e PFL. Em 1987, o então senador integrou a Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a Constituição de 1988.
No início dos anos 1990, Carlos Alberto Chiarelli assumiu o Ministério da Educação, no governo do presidente Fernando Collor de Mello. À frente da pasta, defendeu a modernização do ensino e o fortalecimento das universidades. Também exerceu outros cargos de relevância, como ministro extraordinário para Assuntos de Integração Latino-Americana e secretário em áreas ligadas ao trabalho e às relações institucionais.
Durante entrevista concedida ao Instituto Unibanco, em março de 2017, falou sobre o convite do ex-presidente Fernando Collor para atuar a frente do Ministério da Educação.
Além da política, Chiarelli teve atuação expressiva como professor universitário e jurista. Lecionou na Universidade Federal de Pelotas, na Universidade de Caxias do Sul (UCS), na Universidade Católica de Pelotas, onde foi vice-reitor, e em outras instituições de ensino superior, deixando marca na formação acadêmica e no pensamento crítico de gerações de alunos. O professor de direito da UCS, Adir Rech, companheiro de Chiarelli nos primórdios do curso de Pós-Graduação em Direito da universidade, destaca as ideias visionárias e a liderança do jurista.
O velório de Carlos Chiarelli acontece no Memorial Pelotas Cemitério Parque. O sepultamento está marcado para as 9h deste sábado (27).
