Foi aprovado por unanimidade dos vereadores presentes, na sessão desta terça-feira (3), Projeto de Lei que autoriza o poder Executivo caxiense a celebrar convênio de mútua colaboração com o Município de Vale Real. A cidade é vizinha caxiense.
A proposta do Executivo apresenta como finalidade possibilitar a concessão de transporte escolar a alunos residentes na localidade de Nova Palmira, em Caxias do Sul, que frequentam a Escola Municipal de Ensino Fundamental Felipe Jacob Klein, sediada em Vale Real. O texto ainda aponta que não há instituição de ensino municipal naquela região capaz de atender de forma razoável a essa demanda.
A parceria foi motivo de polêmica ainda na primeira discussão no parlamento, pois o vereador Hiago Morandi (PL) lembrou que no início de fevereiro apresentou denúncia referente à subprefeitura de Vila Cristina. Na ocasião o parlamentar relatou que foi procurado por uma servidora da subprefeitura que denunciou e pediu a apuração de possível desvio e destinação irregular de cascalho pertencente ao Município de Caxias do Sul para o Município de Vale Real.
Morandi não estava presente na sessão desta terça, uma vez que está cumprindo agenda em Brasília e o tema não voltou ao debate. Rose Frigeri (PT) disse que votaria favorável, mas fez críticas ao transporte escolar em Caxias do Sul e aos cortes em linhas realizados em algumas localidades. A vereadora foi acompanhada por outros parlamentares, que também apontaram que o mesmo critério deveria ser aplicado a outras localidades da cidade. Já o líder do governo, Calebe Garbin (PP), apontou a necessidade do convênio e ressaltou que a parceria se refere apenas ao transporte escolar naquela instituição.
A denúncia feita por Hiago também apontou a utilização de máquinas e caminhões para cascalhar parte da Estrada Frederico Thomas, situada no Município de Vale Real, configurando uso irregular de bens e serviços públicos fora da competência territorial.
A Prefeitura de Caxias do Sul se manifestou, por nota, sobre as denúncias recebidas em 12 de setembro de 2025 envolvendo o então subprefeito de Vila Cristina, Carlos Ramon. Segundo a administração, ele foi afastado do cargo ainda na época das denúncias, por determinação do prefeito Adiló Didomenico (PSD). O governo municipal informou que uma sindicância foi instaurada internamente no dia 1º de outubro para apurar os fatos e segue em andamento. Como resultado preliminar do processo, o subprefeito Carlos Ramon foi exonerado do cargo em 16 de janeiro deste ano.
