A Brigada Militar iniciou um novo projeto para qualificar as Patrulhas Maria da Penha e Escolares, otimizando o tempo das guarnições e aumentando a segurança de quem precisa. O sistema consiste em uma ferramenta digital, que lista as prioridades de visitas da polícia e cria rotas dinâmicas, atendendo um número maior de mulheres ou instituições de ensino. Esse recurso iniciou sua operação neste mês de abril, em todo o Rio Grande do Sul.
No caso da violência contra a mulher, onde o Estado registra números preocupantes de feminicídios, a intenção é elencar prioridades. Por lei, as patrulhas precisam realizar a visita à vítima em no máximo 15 dias, após deferida a medida protetiva. Nessa primeira conversa se entende o perfil do agressor, as ameaças, as condições da vítima e o grau dessa intimidação. Tudo isso determina o quanto a mulher está em risco para ocorrências graves.
Com esses dados no sistema, as patrulhas podem utilizar a ferramenta de otimização para criarem suas rotas de visitas. De acordo com o major Ademir Henz, coordenador do projeto, os testes do programa piloto realizado em Porto Alegre indicaram um aumento de 20% nas inspeções.
No caso escolar, os critérios para definir uma prioridade estão baseados no número de alunos – com escolas maiores obtendo a preferência -, área de vulnerabilidade social ou que registraram ocorrências recentes. Isso gera uma pontuação e as patrulhas usam rotas otimizadas na sua operação, estando em um número maior de escolas durante sua atividade.
O sistema escolar já está em pleno funcionamento no Estado, enquanto as patrulhas Maria da Penha estão na fase do treinamento presencial. A expectativa que nos próximos meses, todo o Rio Grande do Sul tenha cobertura da ferramenta, aumentando a segurança de quem sofreu violência doméstica.
