A Comissão de Educação da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul realizou, na noite desta terça-feira (7), uma audiência pública para discutir e avaliar pautas relativas ao primeiro bimestre letivo de 2026. O encontro ocorreu no plenário da Casa e reuniu representantes de órgãos públicos, entidades e comunidade para debater sobre as mudanças no transporte escolar do município, tema reincidente desde o início do ano escolar.
A atividade foi conduzida pelo presidente da comissão, vereador Calebe Garbin (PP), que destacou a preocupação com os impactos de mudanças recentes nas regras do transporte escolar, especialmente para estudantes da rede estadual. O intuito da audiência, segundo o parlamentar, é oportunizar a comunidade um espaço onde possa colocar suas sugestões e considerações a cerca do assunto.
Durante o encontro, a secretária municipal da Educação, Marta Fattori, detalhou o cenário atual do transporte escolar. Conforme explicou, o município precisou reestruturar o serviço no início do ano após o encerramento dos contratos anteriores, em dezembro. Um novo decreto municipal restringiu o acesso ao transporte fretado, garantindo o serviço apenas a alunos sem vaga em escola dentro do zoneamento — num raio de até 2km da residência — e sem acesso ao transporte coletivo, o que afeta regiões como a Linha 30, Linha 40, Santa Justina e Altos de Galópolis.
A titular da pasta destacou que o transporte escolar tem origem em política federal voltada principalmente ao atendimento de estudantes da zona rural, sendo ampliado por decisões judiciais para casos em que não há escola próxima da residência.
Atualmente, o município conta com 94 roteiros ativos, atendendo 4.174 alunos, além de 877 estudantes que utilizam o transporte coletivo urbano, com passagens custeadas pela prefeitura. Segundo a secretária, todos os estudantes que utilizam o sistema urbano contam com monitoria durante o deslocamento.
O encontro teve a presença de representantes da Secretaria Municipal da Educação, da 4ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Conselho Municipal da Educação, e entidades como o Conselho Tutelar e a União das Associações de Bairros (UAB).
