Um ataque a tiros na Austrália ganhou repercussão internacional após a divulgação de um vídeo que mostra um homem desarmando um dos atiradores em meio ao tumulto. A ação ocorreu em um espaço público de Sydney e deixou mortos e feridos. As autoridades investigam o caso e apuram a suspeita de que o ataque tenha tido motivação antissemita, já que aconteceu durante um evento ligado à comunidade judaica.
O episódio chamou atenção por ocorrer em um país que não registra, com frequência, crimes dessa natureza. Para o cientista político e professor da Universidade de Caxias do Sul, João Ignácio Pires Lucas, o contraste com os Estados Unidos ajuda a dimensionar o impacto do caso. “Nos Estados Unidos, ataques a tiros infelizmente se tornaram recorrentes, reflexo de uma cultura armamentista consolidada. Já na Austrália, esse tipo de violência foge ao padrão”, avalia.
Segundo o especialista, o contexto religioso também amplia a gravidade do ataque. “Há um ingrediente adicional, que é o fato de o episódio ter ocorrido em meio a uma população de origem judaica. Com a globalização, essas comunidades circulam por diversos países, e conflitos acabam se manifestando fora de seus locais de origem”, destaca.
As investigações seguem em andamento, enquanto autoridades australianas e líderes internacionais condenaram o ataque e reforçaram a necessidade de enfrentamento a crimes de ódio e ao extremismo.
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Segundo o jornal The Sydney Morning Herald, pelo menos 12 pessoas morreram e outras 29 ficaram feridas, após um ataque a tiros que aconteceu na madrugada deste domingo (14), na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália.
