A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou de três para cinco anos o período de eficácia contraceptiva do implante subdérmico de etonogestrel, conhecido como Implanon. A medida também prevê a possibilidade de inserção do contraceptivo imediatamente após o parto ou o aborto, inclusive nos casos de interrupção da gestação no primeiro e no segundo trimestres e nas situações previstas em lei.
A ampliação do período de uso permite prolongar a proteção contraceptiva e reduzir a necessidade de procedimentos para a substituição do implante. Segundo a Anvisa, a decisão foi baseada em estudos clínicos que demonstraram a manutenção da eficácia e um perfil de segurança favorável durante o quarto e o quinto anos de utilização. Nos estudos considerados, não foram registradas gestações durante o período estendido de uso.
O secretário municipal da Saúde de Caxias do Sul, Rafael Bueno, destaca que a medida fortalece o acesso ao planejamento familiar. Segundo ele, a Secretaria trabalha para ampliar a orientação à população sobre o método contraceptivo. Bueno também ressalta que o município se tornou referência nacional na implantação do dispositivo, com mais de três mil procedimentos realizados e uma média de 300 inserções por mês.
As mulheres que já utilizam o Implanon devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência ou o profissional responsável pela inserção para confirmar o prazo de validade do dispositivo e receber orientações sobre a continuidade do uso. A ampliação do período de eficácia não dispensa a avaliação individualizada. A manutenção ou a retirada do implante deve considerar as orientações médicas e as condições clínicas de cada paciente.
O Implanon consiste em um pequeno bastão flexível inserido sob a pele do braço, que libera continuamente o hormônio etonogestrel e atua principalmente inibindo a ovulação. A inserção é realizada com anestesia local. O método, no entanto, não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
