A implantação da rede de abastecimento de água no Travessão Porto, no interior de Caxias do Sul, está temporariamente interrompida após a localização de artefatos explosivos durante os trabalhos de escavação no início de outubro. O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) suspendeu os serviços no trecho por precaução, diante da possibilidade de haver outros materiais enterrados na região.
Os explosivos foram encontrados no dia 5 de outubro, junto a uma rocha que estava sendo rompida pela equipe da empresa Gomes e Gomes, responsável pela execução da obra. Na ocasião, a Brigada Militar isolou a área e orientou moradores próximos a deixarem suas residências preventivamente. O esquadrão antibombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), deslocado de Porto Alegre, avaliou e retirou os três artefatos, que foram detonados de forma controlada em um local próximo.
Conforme o Samae, relatos de moradores apontam que detonações teriam sido realizadas na região há cerca de 20 anos, durante intervenções no local. A suspeita é de que os materiais encontrados sejam remanescentes dessas atividades. As antigas detonações teriam ocorrido ao longo de um trecho de aproximadamente dois quilômetros, o que levanta a possibilidade de novos explosivos não detonados.
A obra prevê a instalação de 5.160 metros de rede de abastecimento entre Parada Cristal e a capela Nossa Senhora Imaculada. Até o momento, 2,2 mil metros foram executados. Dos 2,9 mil metros restantes, cerca de dois mil podem apresentar risco potencial, conforme a avaliação preliminar do Samae.
Como medida preventiva, as equipes foram deslocadas para outra frente de trabalho, em locais sem o risco identificado, permitindo a continuidade de parte das atividades. A empresa Gomes e Gomes foi contratada para implantar 72 quilômetros de redes de abastecimento em diferentes pontos do município, dentro das ações de ampliação do sistema de distribuição de água.
A retomada das escavações no Travessão Porto dependerá da conclusão das averiguações e da confirmação, pelos órgãos competentes, de que há condições seguras para a execução dos serviços.



