A recente tragédia no Colégio Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul, onde um menino morreu após a queda de uma trave, trouxe de volta o alerta sobre a segurança nas quadras esportivas e o cumprimento da legislação no estado.
A Lei das Goleiras no Rio Grande do Sul nasceu da luta de uma família de Porto Alegre: após perderem a filha Marina Fallavena em 2022 em um acidente idêntico, sua mãe, Adriana Espírito Santo, mobilizou autoridades, e o debate na sociedade, e após, via Assembleia Legislativa foi aprovada Lei Estadual que tornou obrigatória a fixação dessas estruturas em espaços públicos e privados.
Em entrevista ao Jornal da Caxias, Adriana contou que toda vez que um acidente similar acontece, ela revive cada minuto daquele dia e sente a necessidade de alertar as famílias.
Ela que também é médica pediatra, apontou a necessidade de falar sobre a prevenção de acidentes. Disse que o país não tem a cultura de prevenir e que é preciso instalar as estruturas gradualmente.
Adriana informou que vai se reunir com o CREA para que construtoras e empresas de reformas entrem na luta. Contextualizou que tanto os acidentes da Marina quanto do Fabian ocorreram em períodos de reparos quando as estruturas ficaram soltas.
Ela explicou que a legislação estadual prevê, além da prevenção e fiscalização, a punição em caso de acidentes.
De acordo com Adriana, a cada 40 dias é registrado um acidente com traves de goleira no país, sendo a maioria fatal. Além disso, citou que a principal causa de morte no Brasil entre 1 e 14 anos é decorrente de acidentes. Por fim, informou que agora busca a implantação de legislação federal.
Acompanhe, em áudio e vídeo, a entrevista na íntegra ao Programa Jornal da Caxias desta segunda-feira (28).


