A recuperação da ponte sobre o Rio das Antas, que liga os municípios de São Marcos e Campestre da Serra, interditada após danos provocados pela forte chuva, tem previsão do início dos trabalhos na estrutura até a primeira quinzena de outubro e conclusão estimada em cinco meses. As informações foram detalhadas a reportagem nesta quinta-feira (24), pelo superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Hiratan Pinheiro.
A partir da vistoria realizada na quarta-feira (24), ficou constatado que a elevação do Rio das Antas, provocado pela chuva, removeu um dos pilares da ponte. Um segundo pilar sofreu flambagem, com perda de estabilidade e deformação da estrutura na cabeceira sul. Segundo Hiratan, o problema se assemelha ao registrado em setembro de 2023 quando a chamada cabeceira norte foi danificada.
Ele ressalta que no momento, a equipe trabalha nos cálculos e dimensionamento do reforço necessário para que seja elaborado o plano de trabalho e contratação emergencial. Além disso, devem ser considerados quais melhorias são necessárias na ponte para esse tipo de evento, com essas elevações abruptas do nível da água e a velocidade da correnteza. As equipes ainda estudam alternativas de materiais para a redução de tempo, com previsão de conclusão dentro de cinco meses.
A construção de uma nova ponte não é descartada pelo superintendente. Entretanto, segundo ele, o primeiro passo será realizar um reparo emergencial na estrutura para restabelecer o tráfego. Na sequência, o órgão vai avaliar, do ponto de vista técnico e econômico, se é mais viável realizar uma reabilitação completa da estrutura ou construir uma nova ponte no local. A construção de uma nova ponte pode representar um custo estimado superior a R$100 milhões.
Os serviços serão realizados por meio do contrato de manutenção já existente para a rodovia, que integra o Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (Proarte). A inspeção na ponte foi realizada pela Unidade Local de Vacaria do Dnit, com a participação de técnicos e engenheiros especializados em Obras de Arte Especiais (OAEs) da unidade de Porto Alegre.
Para os deslocamentos entre Caxias do Sul e Vacaria, nos dois sentidos, os motoristas devem utilizar a ERS-122 como rota alternativa. A VRS-315, via Criúva, não é recomendada para veículos pesados.



