Os vereadores aprovaram na sessão da Câmara de Vereadores desta quarta-feira (2) uma moção de apoio ao cumprimento do investimento mínimo constitucional de 12% da receita em ações e serviços públicos de saúde pelo Estado do Rio Grande do Sul.
O documento, de autoria coletiva, aponta que a insuficiência de recursos destinados à saúde compromete diretamente a capacidade de planejamento, ampliação e qualificação dos serviços prestados à população gaúcha. Os vereadores da oposição criticaram o governador Eduardo Leite (PSD), que é do mesmo partido do prefeito Adiló Didomenico (PSD).
O texto também aborda que a falta de investimentos compatíveis com as necessidades do sistema tem imposto severas limitações ao SUS estadual. Entre os principais impactos, se observam a insuficiência de leitos hospitalares clínicos, cirúrgicos, pediátricos e de terapia intensiva, a demora para realização de consultas especializadas, exames diagnósticos e procedimentos cirúrgicos, a sobrecarga dos hospitais de referência e das equipes de saúde, além das dificuldades para ampliação da rede assistencial e para a adequada manutenção da infraestrutura existente.
A autora da iniciativa, Estela Balardin (PT), reclamou da falta de avanços no setor e da superlotação do serviço.
Ainda de acordo com o documento, em Caxias do Sul, a situação é ainda mais preocupante diante da histórica insuficiência de leitos hospitalares para atender à crescente demanda populacional na Serra Gaúcha. Municípios da região enfrentam dificuldades para garantir acesso oportuno a internações, especialmente em áreas estratégicas como urgência e emergência, traumatologia, saúde mental e terapia intensiva.
A moção de apoio do Legislativo caxiense será encaminhada ao governador, à secretária estadual da Saúde, Lisiane Fagundes, ao presidente da Assembleia Legislativa, Sérgio Peres, à Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa e aos deputados estaduais Professor Cláudio Branchieri (PL) e Pepe Vargas (PT).




