O Brasil volta a enfrentar um cenário de alerta no combate ao tabagismo. Entre 2023 e 2024, o percentual de fumantes passou de 9,3% para 11,6%, um aumento de aproximadamente 25%. O crescimento interrompe uma tendência histórica de queda e ocorre às vésperas do Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto.
Entre os fatores que preocupam os especialistas está o avanço de novas formas de consumo de nicotina, principalmente entre adolescentes. Cigarros eletrônicos, os chamados vapes, e narguilés ganharam espaço, apesar de a comercialização, importação e propaganda dos cigarros eletrônicos serem proibidas no Brasil.
Segundo o pneumologista e cooperado da Unimed Serra Gaúcha, Dr. Luciano Gröhs, existe uma percepção equivocada de que esses produtos seriam menos prejudiciais que o cigarro convencional.
O tabagismo não afeta apenas os pulmões. O consumo de tabaco aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, além de estar associado a diversos tipos de câncer. Entre as doenças respiratórias, estão o enfisema pulmonar e o câncer de pulmão.
A nicotina provoca dependência e também interfere no sistema cardiovascular. Já boa parte dos danos aos pulmões está relacionada à inalação dos gases e partículas presentes na fumaça.
O médico reforça que não existe uma quantidade segura de tabaco para consumo. Para crianças e adolescentes, a principal recomendação é não iniciar o uso de cigarros, vapes ou outras formas de nicotina.
Para quem deseja parar de fumar, o acompanhamento profissional pode aumentar as chances de sucesso. Identificar os gatilhos que levam ao consumo, mudar hábitos, praticar exercícios e, quando necessário, utilizar medicamentos para controlar os sintomas da abstinência estão entre as estratégias indicadas.
O aumento de 25% no número de fumantes entre 2023 e 2024 reforça o desafio de manter os avanços conquistados nas últimas décadas. No Dia Nacional de Combate ao Fumo, o alerta é principalmente para evitar que crianças e adolescentes iniciem o consumo e ampliar o acesso ao tratamento para quem já enfrenta a dependência.




