Moradores do bairro Fátima Baixo, em Caxias do Sul, começaram a ser preparados para situações de emergência envolvendo a Represa São Miguel, que integra o Complexo Dal Bó. Cerca de 50 pessoas participaram da reunião promovida pelo Samae nesta quarta-feira (12), para apresentar o Plano de Ação de Emergência (PAE) e explicar os procedimentos de prevenção, alerta e resposta diante de uma eventual ocorrência com a barragem.
A apresentação foi conduzida pela engenheira civil do Samae, Maísa Trevisan Antunes, e pelo coordenador da Defesa Civil, tenente Armando da Silva. A região foi escolhida como piloto para a implantação do PAE, que posteriormente deverá ser ampliado para outras áreas consideradas de risco no município. Maísa explica que a participação da comunidade é fundamental para a implantação do plano devido aos conhecimentos sobre as características específicas de cada bairro.
Entre as medidas previstas estão a instalação de placas de orientação e sirenes, além da definição de rotas de fuga e pontos de encontro. A escolha desses locais terá participação dos próprios moradores. A comunidade também recebeu orientações sobre os quatro níveis de segurança da barragem – Normal, Atenção, Alerta e Emergência – e os procedimentos correspondentes. Nos níveis de Alerta e Emergência, está prevista a evacuação da área.
Para organizar a implantação, a área de influência da barragem Dal Bó foi dividida em sete grupos de comunidades. O Fátima Baixo integra a primeira etapa do cronograma, que busca aproximar os moradores dos protocolos de segurança e ampliar o conhecimento sobre como agir diante de uma emergência. As ações seguem as diretrizes da Política Nacional de Segurança de Barragens.
A partir da reunião, o Samae dará sequência ao cadastramento dos pontos de encontro e de locais que poderão servir como abrigos temporários. Também será aberta a possibilidade de participação de moradores como voluntários, com posterior definição de uma reunião especifica para orientações. Outra etapa será o levantamento e cadastro da população que vive na área de influência da barragem, permitindo estruturar de forma mais precisa as ações de prevenção e resposta.



