Nesta terça-feira (11), o Vice-Presidente do Caxias, Maurício Grezzana, concedeu entrevista coletiva à Rádio Caxias. Um dos temas abordados foi a possibilidade de o clube se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ainda neste ano.
“Eu acho que o Caxias pode virar SAF em 2026, e não só em 2027. A gente pode consolidar os projetos, entender bem o que é SAF e, então, estruturar o clube. Estamos praticamente organizados para criar a SAF, para se transformar em Sociedade Anônima. O projeto que nós vamos fazer para essa estrutura é um projeto que pode levar dois ou três anos para dar resultado, pode levar até cinco anos para colocar o Caxias em um novo patamar, em uma Série A ou B.”
Atualmente o futebol brasileiro possui quatro modelos de SAF:
Controle Externo Majoritário : O investidor ou fundo adquire mais de 50% das ações da SAF, normalmente em uma faixa de 70% a 90%, passando a comandar a gestão do futebol, os aportes financeiros e as principais decisões estratégicas. Cruzeiro e Vasco são exemplos desse modelo.
Controle Minoritário ou Compartilhado: O clube associativo preserva a maior parte da participação societária ou transfere uma parcela menor,mantendo o poder dividido com investidores, parceiros comerciais ou fundos. O Athletic Club (MG) adotou inicialmente uma estrutura semelhante.
Holding Multiclubes (Grupo de Clubes): Uma mesma empresa, grupo de investidores ou empresário controla diferentes clubes, inclusive em países distintos. Botafogo, ligado à holding de John Textor, e o City Football Group são exemplos desse formato.
SAF sem Investidor: O clube realiza a transformação para o modelo de SAF e mantém, inicialmente, a totalidade das ações sob seu controle. A mudança permite estabelecer uma gestão empresarial e mecanismos de governança.
Um dos receios dos torcedores em relação à SAF é a possibilidade de perda da identidade e do patrimônio do clube. Grezzana destaca que a manutenção da essência do Caxias é uma das regras do projeto e afirma que o patrimônio não será envolvido, com os investimentos destinados à futura reestruturação.
”O patrimônio não entra, isso já é uma regra. A gente teve durante dois a três anos várias propostas, mas queriam colocar o patrimônio no meio. A gente viu propostas até do exterior que não tinham garantias., então sem garantia e querendo envolver o patrimônio, isso o Caxias não vai fazer”.



