O Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul (Sindiserv) levou à Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, na noite de segunda-feira (15), a defesa pelo retorno da administração pública direta das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs Central e da Zona Norte) de Caxias do Sul.
Durante audiência pública, a presidente da entidade, Silvana Piroli, sustentou que o modelo terceirizado adotado na UPA Central custa mais caro aos cofres do município. Silvana apontou que a gestão privada da unidade representa um gasto R$ 29,5 milhões maior em comparação com a operação feita diretamente pela prefeitura. Para a sindicalista, a administração pública garante melhores condições de trabalho aos profissionais de saúde, fortalece os vínculos dos servidores, valoriza o quadro funcional e contribui para políticas permanentes de recursos humanos. Ela afirmou que a gestão municipal tem capacidade para manter a qualidade do atendimento à população.
Ao longo da reunião, a presidente do Sindiserv questionou se a terceirização cumpriu a promessa de reduzir despesas e ampliar a eficiência. Segundo ela, o município passou a manter, ao mesmo tempo, a folha dos servidores efetivos e contratos de alto valor para a operação das UPAs. Silvana disse que ainda não foram apresentados indicadores transparentes que comprovem ganhos equivalentes em eficiência, qualidade assistencial ou sustentabilidade financeira com o modelo terceirizado.
Na avaliação da dirigente, a principal economia obtida com a mudança de gestão veio da retirada do adicional de 60% pago a profissionais da urgência e emergência. Ela ponderou, no entanto, que o corte não significou economia integral, já que o adicional sofria descontos e o pagamento de insalubridade foi mantido.
Por fim, Silvana reforçou que não há eficiência quando se corta R$ 8,9 milhões e se assume uma despesa superior a R$ 38,4 milhões.
