Uma operação deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (11) teve como alvo uma organização criminosa sediada em Vacaria, suspeita de envolvimento em estelionatos, furtos qualificados, fraudes bancárias e outros delitos de natureza eletrônica.
As investigações apontam que o esquema criminoso atuava há cerca de três anos e era coordenado por um hacker de 26 anos, que contava com o apoio de outros integrantes para executar as ações fraudulentas. Conforme a polícia, o suspeito possui antecedentes por nove crimes, entre eles tráfico de drogas, e teria obtido ganhos de até R$ 200 mil em uma única fraude.
Por determinação judicial, foram bloqueados aproximadamente R$ 8 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados. Segundo a Polícia Civil, esse montante teria circulado entre os membros da organização e seus colaboradores nos últimos dois anos. Apesar de a base operacional estar localizada em Vacaria, os golpes atingiam vítimas em diversas regiões do Brasil.
Batizada de Operação Haridade, em referência ao codinome utilizado pelo principal alvo no ambiente virtual, a ação mobilizou cerca de 60 agentes das polícias Civil e Militar. As diligências ocorreram nos bairros Fátima, Jardim das Oliveiras, Mauá, Jardim América, Gasparetto e Altos da Glória.
Esquema utilizava limites bancários fictícios
As apurações, iniciadas em outubro do ano passado, revelaram que a organização utilizava mecanismos para criar limites inexistentes em contas bancárias, explorando vulnerabilidades do sistema financeiro para subtrair recursos.
De acordo com os investigadores, os criminosos adquiriam dados de cartões de crédito obtidos ilegalmente na internet, frequentemente em parceria com outros fraudadores. As fraudes causavam prejuízos a consumidores, administradoras de cartões e estabelecimentos comerciais.
Os valores obtidos eram utilizados para quitar boletos, adquirir produtos de alto valor, como smartphones, que posteriormente eram revendidos, além de custear hospedagens em hotéis e resorts de luxo.
A investigação também identificou golpes aplicados contra empresas e plataformas do setor de turismo. Nesse modelo, serviços de viagem eram comprados com cartões clonados ou fraudados e depois revendidos por meio das redes sociais.
