As ações da Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU) de Caxias do Sul estão sendo afetadas pelo decreto de contingenciamento do município, sendo que a operação de combate a perturbação do sossego público está temporariamente suspensa. Sem conseguir pagar hora extra e com equipe defasada para o tamanho da cidade, o chefe da pasta, Adriano Bressan, afirma que a equipe tenta dar fluxo a todos os processos em andamento na SMU. Ao mesmo tempo que busca convencer o prefeito Adiló Didomenico e o Grupo de Trabalho de Gestão Orçamentária e Financeira para reavaliar suas decisões de corte no departamento.
Bressan pontua que o trabalho executado pela secretaria vai auxiliar o município sair desta crise financeira. Os serviços de regularização fundiária, licenciamentos e fiscalizações tornam o trabalho fundamental para a arrecadação. Além disso, eles estão organizando mais de quatro mil terrenos municipais ociosos e que poderão ser levados a leilão, auxiliando nos cofres públicos. Isso justifica a revisão dos cortes que ocorreram na pasta.
As operações de fiscalizações noturnas foram avaliadas como positivas, principalmente com a redução de brigas e outros tumultos que ocorriam na Estação Férrea. O secretário aponta que a união com as forças de segurança trouxeram bons resultados para cidade. Questionado se este contingenciamento e as restrições nas atividades realizadas pela SMU poderiam o fazer repensar o cargo, Bressan foi assertivo que não deixará o executivo. Ele afirma que nesse momento de dificuldade vai seguir brigando por alternativas que mantenham os serviços essenciais da pasta.
Outras secretarias também estão com projetos afetados pelo decreto de contingenciamento de gastos da prefeitura, iniciado em 27 de abril.
