O deputado federal Maurício Marcon (PL) protocolou um projeto de lei que propõe a fixação do salário mínimo nacional em R$ 100 mil a partir de 2027, com reajustes anuais de, no mínimo, 50%. No texto, o parlamentar afirma que o objetivo é tratar da “valorização do salário mínimo”, mas a justificativa adota um tom crítico ao que ele classifica como propostas sem embasamento técnico, se referindo aos projetos que propõem o fim da escala 6×1 que tramitam no Congresso Nacional.
Apesar do teor aparentemente ousado, a proposta tem caráter declaradamente irônico e busca provocar o debate público sobre as políticas econômicas em discussão no país. O projeto não apresenta estudo de impacto econômico e utiliza linguagem que sugere uma crítica direta a iniciativas consideradas, por ele, inviáveis do ponto de vista fiscal.
Segundo Marcon, a proposta foi elaborada como forma de demonstrar que “o papel aceita tudo” e chamar atenção para as “promessas irreais no debate político”.
O deputado relaciona a iniciativa a discussões recentes sobre mudanças nas relações de trabalho e políticas salariais. A justificativa do projeto também adota um tom provocativo ao mencionar o que o autor chama de “realidade paralela” em decisões políticas, reforçando o caráter simbólico da proposição.
Na prática, a proposta não é vista como uma medida com viabilidade de aprovação, mas como um instrumento de crítica política. Marcon também possui coautoria no projeto que propõe a possibilidade de empregados optarem por um modelo proporcional as horas trabalhadas. No entanto, a proposta não teve grandes avanços.
