A Prefeitura de Caxias do Sul anunciou um conjunto de medidas de ajuste fiscal para conter despesas e equilibrar as contas públicas. A proposta é reduzir o ritmo de crescimento das despesas e adequar a administração à capacidade financeira do município. Segundo a administração, os serviços essenciais nas áreas de saúde, educação, segurança pública e assistência social serão mantidos.
Com o decreto, a Secretaria da Saúde está impedida de atender demandas que não sejam de urgência e emergência. De acordo com o secretário da pasta, Rafael Bueno, diversos municípios utilizam cerca de 200 bolsas de sangue por mês para cirurgias eletivas e não têm contribuído com doações. Diante desse cenário e das medidas determinadas pelo prefeito Adiló Didomenico, o Hemocentro passa, a partir da próxima segunda-feira (6), a distribuir sangue de forma proporcional ao volume de doações realizadas por cada hospital.
O secretário destaca que municípios como Gramado, Flores da Cunha e Farroupilha têm mantido parceria e compromisso com as doações. Em contrapartida, cita exemplos como Bento Gonçalves, Canela e Nova Prata, que nos últimos três meses registraram poucas doações diante da quantidade de bolsas utilizadas para atender os moradores. Bueno afirma ainda que entrou em contato com os hospitais de Caxias do Sul, Virvi Ramos, Pompéia e Hospital Geral, para mobilizar famílias e reforçar as doações, diante da alta demanda por bolsas de sangue.
Caxias do Sul é referência em média e alta complexidade para 48 municípios da região, atendendo mais de 1,5 milhão de habitantes por meio da saúde pública. O Hemocentro Regional atua há mais de 25 anos na coleta e distribuição de sangue. O investimento para manter a operação e atender os 48 hospitais da Serra Gaúcha gira em torno de R$ 14 milhões por ano, apenas em recursos humanos.
