A chegada das temperaturas mais amenas, mesmo que tardia neste ano, traz alegria para os fabricantes de malhas e confecções da Serra Gaúcha. A expectativa do setor com a queda nas temperaturas foi abordada pelo presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem, Malharias, Vestuário, Calçados e Acessórios da Serra (Titemavest), Rogério Bridi, em entrevista ao Jornal da Caxias.
Ele explicou que a produção visando o período mais frio do ano tem início ainda no último trimestre do ano anterior. Diante da antecedência, as malharias e os confeccionistas precisam apostar em uma produção equilibrada, com peças mais pesadas, mas também de meia-estação.
Bridi disse que ainda é cedo para projetar as vendas da temporada 2026. A expectativa é por uma estação que seja definida para que, desta forma, os números de vendas possam ser similares ao ano passado, quando o resultado foi considerado satisfatório.
O presidente explica que a produção local é procurada por quem busca qualidade, com mais durabilidade e melhores acabamentos. Por outro lado, o setor não consegue ser competitivo nos preços com o material que vem de fora.
Ele também alerta que os conflitos no Oriente Médio estão impactando no aumento dos custos dos itens importados. Caso o cenário se mantenha, ele alerta que os preços poderão ser repassados aos consumidores do setor.
Assim como em outros setores, também há dificuldades para encontrar mão de obra qualificada e a indústria busca profissionalizar os funcionários para agregar qualidade.
Acompanhe, em áudio e vídeo, a entrevista na íntegra ao Programa Jornal da Caxias desta sexta-feira (10).
