A escolha do PSD nacional por Ronaldo Caiado para pré-candidatura à presidência da República pela sigla, ocasionou também uma desistência de Eduardo Leite (PSD) numa possível disputa ao senado federal, seguindo os planos de finalização de mandato do ex-tucano como governador do Rio Grande do Sul.
Mas as mudanças em diferentes cenários políticos também apontaram para novas configurações, na disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Sul no senado federal e mesmo para disputa ao Piratini. Durante o programa Jornal da Caxias desta terça-feira (07), o jornalista e profissional do marketing eleitoral, Marco Poli, falou sobre algum passos que podem ser articulados por diferentes candidatos ao senado e ao governo do Rio Grande do Sul nas eleições deste ano.
Segundo Poli, a decisão de não competir ao senado federal está alinhada ao perfil político de Eduardo Leite, historicamente ligado a cargos do Executivo. Para o analista, a ausência do governador na corrida ao senado retira da disputa um dos nomes mais competitivos e muda a dinâmica eleitoral.
Com duas vagas em disputa para o Senado pelo Rio Grande do Sul, o cenário passa a ser mais fragmentado. Entre os nomes que despontam estão os deputados federais Marcel Van Hattem (NOVO) e Ubiratan Sanderson (PL), além de lideranças de esquerda como Manuela D’Ávila (PSol) e Paulo Pimenta (PT). A tendência, segundo Poli, é de maior equilíbrio entre os grupos políticos. Sobre Leite e outros cenários, Poli afirmou:
A retirada de Leite também impacta o posicionamento partidário. De acordo com Poli, apesar de não concorrer, ele segue como peça relevante na articulação política e contribuiu para ampliar a presença do PSD no estado.
No campo das alianças, o cenário é de intensificação das negociações. De acordo com o especialista em marketing eleitoral, partidos de perfil conservador avançam na formação de blocos mais amplos, enquanto siglas de esquerda enfrentam dificuldades para consolidar uma frente unificada, o que pode resultar na divisão de votos.
Na disputa pelo governo do Estado, a permanência de Eduardo Leite no cargo mantém, de acordo com Poli, sua influência no processo eleitoral. O especialista em marketing político avalia que a tendência é de uma força maior de Leite para a campanha de seu vice, tentando uma eleição para Gabriel Souza (MDB), atual vice-governador, enquanto outras candidaturas, como a do deputado federal Luciano Zucco (PL), devem representar campos distintos do espectro político. Contudo, para Marco Poli, o atual momento ainda é marcado pela indefinição, em vários aspectos.
Em suma, Marco Poli pondera que com a saída de Eduardo Leite da disputa ao Senado, o processo eleitoral no Rio Grande do Sul entra em uma nova fase, ou seja, marcada por reacomodação de forças, articulações partidárias e maior imprevisibilidade.
Confira a entrevista na íntegra no Caxias Play.
